Tesouro Direto vale a pena em 2026?
Resposta curta: com a Selic em 14,25% ao ano (definida pelo Copom em junho de 2026), o Tesouro Direto está entre os investimentos de baixo risco mais atrativos do país. Mas cada título serve para um objetivo diferente — e escolher errado pode custar caro. Este guia explica em português claro.
O que é o Tesouro Direto?
É o programa que permite a qualquer pessoa emprestar dinheiro ao governo federal comprando títulos públicos pela internet, a partir de valores baixos (em torno de R$ 150). Em troca, você recebe juros. É considerado o investimento mais seguro do Brasil, porque o devedor é o próprio governo.
Os três tipos de título
- Tesouro Selic: rende a taxa Selic do período. Não perde valor se você resgatar antes do vencimento, por isso é o título ideal para reserva de emergência. Com a Selic atual, rende cerca de 1,1% ao mês bruto.
- Tesouro Prefixado: você trava uma taxa fixa hoje e a recebe se levar até o vencimento. Bom quando os juros tendem a cair — que é o cenário que analistas projetam para o restante de 2026. O risco: se vender antes do prazo, o preço varia e você pode ter prejuízo.
- Tesouro IPCA+: paga a inflação (IPCA) mais uma taxa fixa. É o título de longo prazo por excelência — protege seu poder de compra para aposentadoria, faculdade dos filhos etc.
Quanto rende na prática?
Exemplo com o Tesouro Selic: R$ 1.000 investidos hoje rendem aproximadamente R$ 142 brutos em 12 meses se a Selic se mantiver em 14,25%. Desse valor, desconta-se imposto de renda (de 22,5% a 15% sobre o rendimento, quanto mais tempo, menor a alíquota) e uma taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano sobre o que exceder R$ 10 mil no Tesouro Selic.
Vantagens e desvantagens
A favor: segurança máxima, aplicação mínima baixa, liquidez diária (o dinheiro cai na conta em um dia útil) e rentabilidade alta no cenário atual de juros.
Contra: imposto de renda sobre o rendimento (alguns CDBs isentos, como LCI/LCA, podem render mais no líquido), e os títulos Prefixado e IPCA+ oscilam de preço antes do vencimento — quem não entende isso se assusta com "prejuízo" temporário no extrato.
Como investir em 4 passos
- Abra conta gratuita em uma corretora ou use seu banco;
- Transfira o valor (comece com pouco — o hábito importa mais);
- Escolha o título conforme seu objetivo (veja a regra acima);
- Programe aportes mensais automáticos.
Se você ainda está montando sua base, leia antes: como começar a investir do zero e como montar reserva de emergência ganhando pouco.
Este conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento. Taxas citadas refletem julho de 2026 e mudam ao longo do tempo.